Sexta-feira, 29 de Abril de 2005

Diluí

Quis diluir em ácido


O pó da ambiguidade,


Réstia de essência de carmim.


 


Quis ver fervilhar


Em agonia as agonias


Que jaziam perfeitas em jasmim.


 


Afoguei em cinzas


As essências perfumadas


De deslavadas saudades.


 


Diluí-as em areias brandas.


Diluí.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 18:58
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
Terça-feira, 26 de Abril de 2005

Que segredos


Que segredos escondem,


Mãos calejadas de cavar


A própria sombra no abismo.


 


Que segredos guarda,


O andar desajeitado


Disfarçando a luxúria no transitar.


 


Que segredos tem,


O olhar ameninado


Da mulher feita, incrédula beata.


 


Que segredos mergulhas,


Na garrafa de cachaça.


 


Que segredos disfarçaste


Por entre o tilintar das moedas que pediste.


 


Que segredos passaste


Pelos bilhetes de metro que vendeste.


 


Que segredos limpaste da retrete imunda do centro comercial


 


Quantos segredos.


Quantas vidas. 


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 14:22
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
Quarta-feira, 20 de Abril de 2005

Microbiótico

Doem-me os olhos,


Quero fechá-los,


Quero ver nada…


 


Existe uma nudez absurda


Do ser, das almas.


Um micróbio patológico


Que mina sorrisos.


 


Quero cegar,


Não participar na ruína.


 


Doem-me os olhos.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 17:05
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Sexta-feira, 15 de Abril de 2005

[In]quietude

Na [in]quietude da hora,


Na intimidade de um fôlego,


Na virtude de um bocejo,


Existe um palpitar inquieto


Um sentimento imperfeito, irrefreável, inerte…


 


Na ânsia da acalmia,


Um esmagar irrefutável da dor.


É lástima, pesadelo e sabor.


É saudade que tenho de mim.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 15:45
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
Quinta-feira, 7 de Abril de 2005

Dignidade

No encastramento do ser,


Qual rótula hidráulica,


Estão raízes secas,


Varizes novas, absortas.


 


Num dimensionamento da vida,


Surge um esforço transverso,


Defecado, vomitado a ferros;


Despreza regulamentos


E humilha a situação nervosa.


 


No encastramento do ser,


Um esforço transverso,


Dignifica.  


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 16:42
link do post | comentar | ver comentários (9) | favorito
Sexta-feira, 1 de Abril de 2005

Mais que palavras

Eu sou a engenheira dos sonhos,


A arquitecta das palavras


Que dispõe da forma


Ao prazer da beleza


 


Eu sou a que sonha com ritmo


A trolha do sentimento,


Eu sou aquilo que escrevo,


Porem…mais que palavras.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 16:49
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Tua

. Que o orvalho da noite

. Poema

. Nós

. Fantasia

. Inveja

. Saudade

. Pormenor

. Saudade

. Encantamento

.arquivos

. Julho 2008

. Janeiro 2006

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds