Sexta-feira, 29 de Abril de 2005

Diluí

Quis diluir em ácido


O pó da ambiguidade,


Réstia de essência de carmim.


 


Quis ver fervilhar


Em agonia as agonias


Que jaziam perfeitas em jasmim.


 


Afoguei em cinzas


As essências perfumadas


De deslavadas saudades.


 


Diluí-as em areias brandas.


Diluí.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 18:58
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6 comentários:
De vasco a 18 de Maio de 2005 às 16:14
Gostei do tom surrealista... Gosto de poemas assim... Que falam entrelinhas.
De alfa69 a 2 de Maio de 2005 às 15:42
Por vezes faz-nos falta diluirmo-nos como o chocolate no leite, dissiparmo-nos como a névoa no ar, evaporar-nos como a água do aoceano, por vezes precisamos simplesmente de nós próprios.
De nuno a 29 de Abril de 2005 às 23:56
Os teus poemas são cheios de força...escreves como quem respira!!
De lique a 29 de Abril de 2005 às 22:46
Gosto muito das tuas palavras tão claras! Belíssimos os teus poemas. Beijos
De Virgnia Pedras a 29 de Abril de 2005 às 19:29
Obrigada Luís...adoro as tuas visitas. um beijo*
De Lus a 29 de Abril de 2005 às 19:03
Gina. Este poema é de uma sensibilidade e beleza muito grandes. Alás tens postado ultimamente uns poemas fantásticos. Parabéns.
Bk**

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