Segunda-feira, 23 de Maio de 2005

Lamúrias

Enquanto espero


Neste meio medonho;


Qual nuvem doente


Paira no ar.


 


Observo os olhos tristes


De gentes carentes,


Saudosas de saudáveis horas,


Carentes de acreditar.


 


O sangue flúi a todo o vapor


Por um caudal rápido e acelerado


Alienada aos outros mundos


Oiço apenas a seiva rubra correr.


 


Palavras de gentes loucas,


Loucas por perder tempo


Com conversas infrutíferas


De quem sofre (não o bastante!)


São ecos no vento.


São lamúrias.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 16:22
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8 comentários:
De Lus a 26 de Maio de 2005 às 01:17
"São ecos no tempo.
São lamúrias."
Muito bonito este poema, Virginia.
Bj**
De Caf Lisboa a 25 de Maio de 2005 às 14:35
Boa tarde
Vim ver novidades e ao mesmo tempo agradecer o teu carinho em me visitando. Este poema é belissimo.
Quantas pessoas carentes ás vezes com um simples olhar um lindo sorriso é o bastante para lhes aquecer o coração.
Um Beijinho
Amiga do Café Lisboa
De andrye a 25 de Maio de 2005 às 11:42
Felizmente mesmo depois do q to a passar eu so me encontro em ambientes alegres e q me dão mta força!Beijokas grandes.
De vasco a 25 de Maio de 2005 às 09:30
Mais um bonito poema Virgínia. Mas gostava de te ver mais atrevida nas metáforas... Surrealizar um pouco mais as imagens... Prolongar os versos ao sobrenatural... Sugestões de leitura poética: Jean-Arthur Rimbaud, Rainer Maria Rilke, Al Berto, Herberto Helder, Octavio Paz, Baudelaire, T. S. Elliot. Para já... Beijinhos.
De ferrus a 24 de Maio de 2005 às 13:07
É na solidão das multidões que o sofrimento das gentes se acentua e interioriza...Falta de acreditar, como bem disseste, e pouca ou nenhuma coragem para mudar...É um canto triste o da revelação humana, mas que forma ímpar me presenteaste....Bjitos!
De temporal a 23 de Maio de 2005 às 18:38
{ ...

trechos.[1] ::
vivo de rasgos e fragmentos de papel |
pergaminhos de sentidos escritos |
esperando restauros, dar; do tempo |
anseio decerto e (1)breves, tento |
valores de renovação e (2)entro |
(…)

© temporal

(1)dentro em pouco tempo;
(2)começar de novo (restaurar)

... }
De nuno a 23 de Maio de 2005 às 17:38
Bonitas essas tuas lamúrias...
De Rata Zinger a 23 de Maio de 2005 às 17:18
Um poema muito bonito.

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