Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Tua

Aqui me encontro neste canto recatado,

No meu recanto de encanto,

Cantando retalhos talhados de amor

Recortando a melodia da vida.

 

Aqui me encontro neste canto

Alinhavando recortes em dó menor

Aqui me encontro cantante,

Graciosa, radiante….

Saudosa,

Tua.

 

Virgínia Pedras

Ao amor da minha vida...Tiago Miguel Cheong...:)

 

publicado por semipoetisa às 18:40
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Que o orvalho da noite

Que o orvalho da noite


Humedeça teu rosto


E te devolva o beijo que lhe emprestei.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 11:28
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2005

Poema

Quero desmaiar em longínquas ondas,


Borbulhar como elas no destino,


Revirar em correntes esquecidas


E refugiar-me enfim, em areias amigas.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 16:56
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

Nós

Eu, tu...
O mar, os gritos do mar
A brisa...a chuva...
As lamúrias do vento.
Eu, tu...
Nada mais perfeito.


Virgínia Pedras


Ao amor da minha vida...obrigada pela perfeição que trouxeste.

publicado por semipoetisa às 15:09
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

Fantasia

Sonho com o teu corpo


Suado, despido, sofrido, sentido,


Sobre o meu,


Sentido, sofrido, despido, suado.


 


Sonho com a tua respiração ofegante


Sobre a minha pele desnudada,


As tuas mãos nervosas e firmes


Descobrindo que de meus poros


Pingam vontade e paixão.


 


Sonho que nossos corpos


Se reconhecem e se fundem,


Sonho que o nosso olhar


Se prolonga pelo infinito


Onde num qualquer canto


Foi escrito,


Eu sou tua, tu és meu…


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 19:17
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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005

Inveja

Tentei versificar a inveja,


Nem a tinta se conseguiu expressar.


 


Ultrapassa-me.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 16:19
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Terça-feira, 18 de Outubro de 2005

Saudade

Pintei uma melodia em aguarelas


Soprei-a ao vento


E pedi-lhe que a chovesse perto de ti.


 


Foi o meu coração


Cantou as cores do sentimento,


Este artista vagabundo


Do pincel fez instrumento.


 


A chuva não caiu


E a musica não se ouviu


Na pintura, uma pauta.


No coração, a tua falta.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 14:54
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005

Pormenor

O musgo do mármore


Entre a chuva oblíqua,


Um cheiro inerte


Que passa e fica.


 


Uma folha rasgada


Por entre a ramagem,


Uma gota acamada


Que perdeu viagem…


 


São assim os pormenores…


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 15:41
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2005

Saudade

De pincel na mão


Pintei uma mulher


Em aguarelas.


 


Dilui-lhe todas as mágoas em tinta


E pintei-lhe uma lembrança…


 


Nas faces sem rosto


Uns pingos de saudade


E um sorriso sem lábios.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 17:14
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2005

Encantamento

No azul do céu,


Um olhar infinito.


 


No silêncio das cores,


Melodia celeste.


 


Na beleza das coisas,


Um constante pensamento…


 


Em segredo agradeço-te


O encantamento.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 14:36
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2005

Amar

Quero amar a natureza,


Respirar beleza,


Mergulhar em pureza,


Expandir-me em verdade.


 


Quero amar-me em liberdade,


Ondear por maresias,


Sentir e sonhar em brisas.


 


Quero encontrar-me em cada flor,


Desfolhar-me em preces,


Onde o céu é a minha abóbada,


O mar, o meu altar,


E a natureza: …o meu Deus…


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 17:07
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Sábado, 6 de Agosto de 2005

Errei...

Risquei todas as letras


Que poetizei para ti


Risquei-as


Eram demasiado imperfeitas.


 


Calei todos os versos


Que versejei para ti.


Calei-os.


Eram demasiado insonoros.


 


Embrulhei em papel


As letras e os versos,


Mudos e riscados,


E acendi com eles uma fogueira.


 


Errei…


Nas cinzas encontrei


O verdadeiro poema.


O meu amor é assim,


Insonoro e imperfeito.


 


Virgínia Pedras


31.Julho.2005

publicado por semipoetisa às 21:01
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2005

Quando eu morrer

Quando eu morrer


Não me ofereçam flores


Não me ofereceram


Quando eu quis perfume


 


Quando eu morrer


Não derramem lágrimas


Eu não as sentirei


Tal como não sentiram


As que derramei.


 


Quando eu morrer


Não vistam preto,


Eu sempre vi p’ra além das cores…


 


Quando eu morrer


Não entristeçam


Pois terei abraçado a morte


Com um sorriso pincelado nos lábios.


 


Virgínia Pedras

publicado por semipoetisa às 18:03
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